segunda-feira, 2 de setembro de 2013

CMC – Colégio Movimento Criativo.
Trabalho da III unidade, Geografia.
Professor Cledson Lima.
Aluno (a): Cledson Lima.
Série: 8ª, 1º Ano, 2º Ano, 3º Ano.

TEMA: RELAÇÕES RACIAIS NO AMBIENTE ESCOLAR.

TÍTULO: As questões raciais como objeto de pesquisa em educação: PPGE/PE 1999 – 2009.

Eliete Santiago1 percebeu que esta questão surge tardiamente, final dos anos 90, próximo a duas décadas do curso de mestrado. Ressalta que não é privilegio da UFPE, mas para a academia e particularmente no fenômeno educacional havia um silêncio. Os pesquisadores da NEPHEPE/UFPE (Núcleos de Estudos e Pesquisas em História da Educação em Pernambuco do Centro de Educação) a partir das leituras de títulos, resumos, introduções e metodologias de dissertações e teses estabeleceram como categoria de classificação os seguintes temas: POLÍTICAS E PLANEJAMENTO EDUCACIONAIS; CLIENTELA ESTUDANTIL; AGENTES EDUCATIVOS; CURRUCULUM ESCOLAR; ESTRATÉGIAS, RECURSOS E AVALIAÇÕES DE APRENDIZAGEM; SISTEMAS, INSTITUIÇÕES, PROGRAMAS, CURSOS E MOVIMENTOS EDUCACIONAIS; HISTÓRIA E FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO E OUTROS.
No final de 2008, José Batista Neto2 analisou 258 dissertações e releva que 222 investigaram temática cujo campo empírico foi as redes públicas de ensino. Emergiram a partir de 1990, chamada inadequadamente de temas emergentes, mas na verdade eram ou são questões postas pela sociedade contemporânea, foram temáticas relacionadas a GÊNERO, ETNIA E RAÇA, envolvendo movimento associativo e popular de educação, a Prática Pedagógica, o Currículo e a Informação Educativa ampliando a produção nos campos da formação Inicial e Continuada de Professores com foco em Língua Portuguesa, Educação Matemática e Ciências. Os dados comprovam que as questões raciais enquanto objeto de pesquisa em educação estiveram ausentes, por outro  lado parece que se inscrevem apenas na fase de ampliação da pós graduação stricto sensu em Educação na UFPE, mesmo assim sua presença continua tímida e esporádica.

Eliete Santiago e José Batista Neto ver um horizonte para a ampliação dos estudos raciais no campo da pesquisa educacional, pois nesses dez anos (de 1999 a 2009) a população negra surge como objeto de investigação ainda que raros, permitem conhecer essa população sob enfoques e problemáticas distintas. O campo empírico dos trabalhos observados acima contribui para a formação humana e profissional desde a relevância social dos seus trabalhos. No campo metodológico deixam pistas para pesquisadores/as iniciantes ou experientes, mas reconhece que há ainda muito para conhecer, sistematizar e socializar sobre a temática em pauta. Propondo como desafio para o PPGE, universidades e Secretarias de educação criar, incentivarem a produção e garantindo a socialização de estudos na área possibilitando ultrapassar barreiras do silêncio e do desconhecimento da população, da história e da cultura afra brasileira e africana.

1 – Professora do Núcleo de Formação de Professores e Prática Pedagógica do PPGE/UFPE (programa de pós-graduação em educação da Universidade Federal de Pernambuco).

2 – Professor do Núcleo de Formação de Professores e Prática Pedagógica do PPGE/UFPE (programa de pós-graduação em educação da Universidade Federal de Pernambuco).

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