CMC – Colégio
Movimento Criativo.
Trabalho da
III unidade, Geografia.
Professor
Cledson Lima.
Aluno (a):
Cledson Lima.
Série:
8ª, 1º Ano, 2º Ano, 3º Ano.
TEMA:
RELAÇÕES RACIAIS NO AMBIENTE ESCOLAR.
TÍTULO:
As
questões raciais como objeto de pesquisa em educação: PPGE/PE 1999 – 2009.
Eliete Santiago1 percebeu que esta questão surge
tardiamente, final dos anos 90, próximo a duas décadas do curso de mestrado.
Ressalta que não é privilegio da UFPE, mas para a academia e particularmente no
fenômeno educacional havia um silêncio. Os pesquisadores da NEPHEPE/UFPE
(Núcleos de Estudos e Pesquisas em História da Educação em Pernambuco do Centro
de Educação) a partir das leituras de títulos, resumos, introduções e
metodologias de dissertações e teses estabeleceram como categoria de
classificação os seguintes temas: POLÍTICAS E PLANEJAMENTO EDUCACIONAIS;
CLIENTELA ESTUDANTIL; AGENTES EDUCATIVOS; CURRUCULUM ESCOLAR; ESTRATÉGIAS,
RECURSOS E AVALIAÇÕES DE APRENDIZAGEM; SISTEMAS, INSTITUIÇÕES, PROGRAMAS,
CURSOS E MOVIMENTOS EDUCACIONAIS; HISTÓRIA E FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO E OUTROS.
No final de
2008, José Batista Neto2
analisou 258 dissertações e releva que 222 investigaram temática cujo campo
empírico foi as redes públicas de ensino. Emergiram a partir de 1990, chamada
inadequadamente de temas emergentes, mas na verdade eram ou são questões postas
pela sociedade contemporânea, foram temáticas relacionadas a GÊNERO, ETNIA E
RAÇA, envolvendo movimento associativo e popular de educação, a Prática
Pedagógica, o Currículo e a Informação Educativa ampliando a produção nos
campos da formação Inicial e Continuada de Professores com foco em Língua
Portuguesa, Educação Matemática e Ciências. Os dados comprovam que as questões
raciais enquanto objeto de pesquisa em educação estiveram ausentes, por
outro lado parece que se inscrevem
apenas na fase de ampliação da pós graduação stricto sensu em Educação na UFPE,
mesmo assim sua presença continua tímida e esporádica.
Eliete Santiago
e José Batista Neto ver um horizonte para a ampliação dos estudos raciais no
campo da pesquisa educacional, pois nesses dez anos (de 1999 a 2009) a
população negra surge como objeto de investigação ainda que raros, permitem
conhecer essa população sob enfoques e problemáticas distintas. O campo
empírico dos trabalhos observados acima contribui para a formação humana e
profissional desde a relevância social dos seus trabalhos. No campo
metodológico deixam pistas para pesquisadores/as iniciantes ou experientes, mas
reconhece que há ainda muito para conhecer, sistematizar e socializar sobre a
temática em pauta. Propondo como desafio para o PPGE, universidades e
Secretarias de educação criar, incentivarem a produção e garantindo a
socialização de estudos na área possibilitando ultrapassar barreiras do
silêncio e do desconhecimento da população, da história e da cultura afra
brasileira e africana.


